Constrangimento em voo da TAM

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Um casal de brasileiros e uma criança de aproximadamente 1 ano de idade enfrentaram um sério constrangimento em voo da  TAM (JJ8091), saindo de Miami (EUA) com destino a São Paulono último dia 03 de Março de 2014. Eles haviam reservado assentos especiais e um berço, com 7 meses de antecedência e pagos 3 horas antes do embarque. Mas ao embarcar eles constataram que os lugares eram outros, impossibilitando a acomodação da criança.

As comissárias de bordo tentaram negociar com os passageiros o remanejamento de lugares, mas não foi possível. Eis que então surgiu um funcionário da TAM que ocupa o cargo de Despachante de Solo. Foi entrando no avião, abrindo o porta malas e pedindo para que a família retirassem as bagagens, alegando que teriam que sair do avião para conversar! O casal disse que não iriam sair e o Despachante de Solo chamou a polícia local. Prontamente chegaram os policiais, com atitudes muito grosseiras.  A esposa começou a chorar e a policia insistia em tirá-los do avião.

Alguns passageiros sensibilizaram e fizeram um remanejamento para que a família pudesse ser devidamente acomodada.

O site Parques de Orlando conseguiu localizar pelo Facebook o casal que passou por esta terrível experiência e conseguimos alguns depoimentos:

Estamos indignados por muito motivos”:

– Contratamos (e pagamos sem discutir) o serviço da TAM, que deveria fazer do nosso voo um momento agradável e seguro, em setembro de 2013. Escolhemos a TAM, mesmo sendo mais cara, por conta do conforto de uma viagem sem escala, com a comissaria falando a nossa língua. Reservamos o berço tanto para a ida como para volta, também em setembro/2013. Chegamos dentro do horário estabelecido pela TAM.

– Fizemos check in, fomos à loja TAM para pagar $85 dólares pelo berço da ida, voltamos com o comprovante para a atendente, pegamos os tickets e passamos pela PF. Na ida, despachamos o carrinho do nosso filho e o recebemos sem 1 roda, inutilizando o carrinho… nos emprestaram outro carrinho que não servia nem para boneca. Se propuseram a nos reembolsar $200 dólares, enquanto que um carrinho do mesmo modelo que o nosso custa $360 + taxas. No nosso retorno, saímos de Orlando para Miami, através da American Airlines. Novamente despachamos malas e carrinho. Em Miami fomos ao balcão da TAM onde fizemos o check in, descemos e fomos à loja da TAM para pagar o berço (e pagamos), retornamos ao balcão com o comprovante e pegamos os tickets.

Resumindo… fizemos tudo de acordo com o que exigem (DEVERES) e quando queremos exigir os nosso DIREITOS, é dito por um funcionário da TAM (despachante local) em tom de ameaça que estávamos criando problemas no avião e que se não saíssemos por bem da aeronave, sairíamos com a Polícia, possivelmente algemados (claramente nos ameaçando).

Ele conseguiu! Nessa hora já estávamos COM MUITO MEDO E INSEGUROS do que poderia acontecer conosco se realmente saíssemos da aeronave (por bem ou por mal), estávamos INDIGNADOS (assim como muitos que estavam no mesmo voo) porque o nosso direito estava sendo simplesmente IGNORADO. De corretos, parecia que éramos os 100% errados. Conforme dito pelas comissárias e pelo comissário, as únicas soluções que tínhamos eram: viajar com nosso filho no colo ou sair do avião (até então não sabemos para que).

Piorou quando a polícia chegou dentro da aeronave. Disse aos policiais que em 2 minutos resolveríamos o que fazer (se continuaríamos no voo sem o berço ou se sairíamos) e o policial rispidamente disse que não tínhamos mais escolhas!!! 

Voltamos ao assento para pegar as bagagens, minha esposa chorando, e um troca-troca de assentos se iniciou de modo que liberassem os assentos para possibilitar a colocação do berço. A comissária chefe pediu que sentássemos. Ela foi conversar com o policial e pudemos (como se fosse um favor) continuar no voo.

Fiquei imaginando a situação: Eu e minha esposa saindo algemados de um avião!!! Antes de VERGONHOSO E CONSTRANGEDOR é no mínimo DESRESPEITOSO já que não tínhamos culpa de nada!

O policial voltou, falou em tom mais calmo, meio que justificando ter sido autoritário (que é a função dele), afirmando baixinho que a TAM estava errada e por fim solicitou nossos nomes, endereço, telefone e e-mail… Não sabemos se estamos fichados, se poderemos voltar aos EUA, enfim…

Finalmente sentamos, afivelamos o cinto, respiramos e voltamos (não antes do avião retornar para cuidar de um passageiro que passou mal)… Nos sujeitamos a muita coisa que nos é imposta e precisamos fazer valer o nosso direito.”

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Author: Carlos Carvalho

Criador e administrador do site Parques de Orlando. Desde 2012 informando diariamente as principais noticias sobre a cidade de Orlando e seus parques.

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